IRPF 2026: passo a passo para declarar sem erros (e sem cair na malha fina)
Todo ano é a mesma coisa: o prazo chega, a gente deixa pra última hora e o risco de errar aumenta. No IRPF é sempre assim, a não ser que você comece a se organizar mais cedo.
A boa notícia é que declarar o Imposto de Renda não precisa ser um bicho de sete cabeças.
A má notícia: os erros mais bobos são os que mais mandam a gente pra malha fina.
Aqui vou te mostrar um passo a passo prático, direto, sem firulas, mas com orientações que reduzem muito o risco de ter problemas com a Receita.
Passo 1: reúna todos os informes antes de digitar qualquer coisa
Vale lembrar uma máxima importante: muitas vezes, o óbvio precisa ser dito — e é justamente aí que muita gente tropeça. Tenha em mãos tudo o que vai precisar, antes de abrir o programa:
Também não esqueça os rendimentos isentos ou tributados na fonte, como dividendos, FGTS, oupança e alguns investimentos. Mesmo sem imposto a pagar, muitos deles precisam ser informados na declaração.
Dica de contador: não confie só no e-mail do banco. Acesse o internet banking e baixe o informe oficial.
Passo 2: escolha o modelo certo — simples ou completo?
A escolha define se você vai pagar imposto ou receber restituição.
Se você tem dúvida, faça a simulação nos dois modelos. O próprio programa mostra qual compensa mais.
Passo 3: preencha as despesas dedutíveis com cuidado
É aqui que muita gente acaba caindo na malha fina.
As deduções mais comuns (e mais fiscalizadas) são:
Atenção: despesas médicas pagas em dinheiro vivo (sem comprovante bancário) são um convite à malha fina.
Passo 4: não esqueça bens e direitos
Imóvel, carro, moto, terreno, contas no exterior e outros bens precisam ser informados corretamente na declaração.
No caso das criptomoedas, a obrigatoriedade de informar quando o valor de aquisição for igual ou superior a R$ 5 mil para cada espécie de ativo.
Erro clássico: declarar um imóvel financiado só com o valor da entrada.
No caso de imóvel financiado, normalmente o contribuinte informa em “Bens e Direitos” os valores efetivamente pagos até 31/12 (entrada + parcelas quitadas no período). O saldo do financiamento, em regra, não é lançado em “Dívidas e Ônus Reais”.
Outro erro comum: esquecer de atualizar bens vendidos no ano anterior.
Passo 5: revise a declaração com calma — e não envie no último dia
O maior erro de todos é preencher tudo com pressa e enviar sem revisar.
Reserve pelo menos uma hora para revisar cada campo.
Depois, use o recurso “Pendências” do programa da Receita. Ele mostra inconsistências básicas.
Se ainda sobrar dúvida, mande para um contador revisar antes do envio. Sai mais barato e menos estressante do que precisar corrigir depois ou lidar com uma malha fina.
E se mesmo assim eu cair na malha fina?
Calma. Nem sempre é erro grave.
Às vezes é só uma inconsistência de informação (banco vs. você, por exemplo).
A Receita vai notificar, você corrige, apresenta os comprovantes e resolve.
O problema mesmo é quando o erro é intencional ou quando você simplesmente ignora a notificação.
Prazo final do IRPF 2026: 29 de maio
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